Esqueço das metáforas, das consequências dessas palavras, das entrelinhas. Permito escrever, hoje, pra você, amor. Amor. Amor. Amor. Que outro nome teria isso que sinto e que nunca te disse, que nunca sentenciamos. É você que procuro nos livros por uma imagem semelhante a sua, um toque relativamente perto do que fazia eu sentir com tanto carinho. Dos seus olhos que quando olhavam nos meus se estreitavam e da sua voz que dizia o quanto meu verde te perturbava pela realidade que não conseguia esconder. Eu te amava.
Você também nunca soube esconder muito bem. De todas as chances, você sempre conseguia deixar transparecer nos atos pouco disciplinados sua felicidade, alegria de estar em minha companhia. E o tempo passou, a gente se perdeu.
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